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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Fruticultores defendem, entre outros pontos, extensão de uso e registro de defensivos para pequenas culturas

O presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Tom Prado, defendeu que o ministro da Agricultura Blairo Maggi, inclua o registro de defensivos para as pequenas culturas (Minor crops), que contempla principalmente frutas e hortaliças, na lista de prioridades do órgão. Este é um dos temas que foi levado ao titular da pasta pela CNA, a Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e outras entidades do setor, em audiência, ontem, (22/06), em Brasília (DF). 


O tema foi discutido em reunião conjunta, nesta terça-feira (21/6), da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Fruticultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Linhares (ES). Um dos pontos considerados fundamentais por Tom Prado é a extensão de uso e registro de ingredientes ativos para fabricação de defensivos. Hoje, há produtos já liberados para algumas culturas que não são permitidos para aplicação em lavouras que ainda não dispõem de moléculas específicas. Um exemplo são os defensivos utilizados na manga para combater a mosca das frutas, mas que são proibidos para outras atividades, como acerola e melão, embora haja, muitas vezes, propriedades que tenham duas ou mais produções diferentes na mesma área.

“Queremos que a regularização das Minor crops esteja na pauta do ministro. Se o uso do defensivo é feito corretamente para toda a propriedade, porque permitir para uma cultura e não para outra?”, ressaltou Prado. Para o presidente da Abrafrutas e da Câmara Setorial, Luiz Roberto Barcelos, a utilização do defensivo agrícola não impede que o alimento seja produzido de forma saudável. “É como consumir um remédio. Precisa ser usado da maneira certa”, justificou. O assessor técnico da Comissão Nacional de Fruticultura, Eduardo Brandão, solicitou aos membros do colegiado que apresentem suas demandas em relação aos produtos fitossanitários para serem levadas ao governo.

Programa de Controle das Moscas das Frutas – Outro tema levantado no encontro foi a questão da mosca das frutas. Os representantes do segmento frutícola defenderam agilidade na implantação de um programa de combate à proliferação dos insetos para evitar mais prejuízos à atividade, uma vez que estas espécies são uma das pragas que mais tem afetado a fruticultura, o que pode acarretar o fechamento de mercados aos produtos brasileiros. “Precisamos elaborar uma agenda e retomar as discussões das moscas das frutas”, frisou Barcelos. Ainda na pauta da reunião, foram debatidas propostas relacionadas aos defensivos que tramitam no Legislativo e políticas públicas para hortaliças.

Visita técnica – Pela manhã, os integrantes da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA e da Câmara Setorial visitaram duas unidades de produção de mamão papaya, em Linhares (ES), município considerado um dos maiores produtores da fruta no país. O objetivo foi conhecer o trabalho feito de combate a doenças e pragas na propriedade para atender aos padrões de demanda dos consumidores e o packing house (embalagem) realizado para exportação, de acordo com as exigências dos países compradores. 

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