ABPM NA INTERNET:

Conecte-se à ABPM:

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Pressão faz país recuar na importação de maçãs chinesas

Publicado em 02/12/2015 por Agência Alesc

Os produtores de maçã obtiveram uma vitória parcial na pressão que exercem no Ministério da Agricultura para que o Brasil não importe a fruta da China. A compra era dada como certa e agora fica em banho-maria, sem previsão para ocorrer, conforme anunciou o deputado Gabriel Ribeiro (PSD) no plenário da Alesc. 

A decisão traz um alívio especialmente para as cidades de São Joaquim, na Serra Catarinense, e de Fraiburgo, no Meio-Oeste, que sofreriam forte impacto econômico com a importação. Os governos do Brasil e da China vêm discutindo uma pauta comercial e, na fruticultura, os chineses haviam colocado a venda de maçã no topo de lista. Após forte pressão de pomicultores e de parlamentares, os chineses aceitaram passar a fruta para o segundo item de importância, elevando a pera. Na prática, isso significa que o assunto passa para a categoria de indefinido, sem data para a negociação ser retomada. 

Gabriel Ribeiro, membro da Comissão de Agricultura da Assembleia, participou, com os produtores, de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, onde foi traçada estratégia de pressão ao governo brasileiro. O parlamentar também é autor de uma moção, endereçada a presidente Dilma Rousseff, repudiando a importação da maçã chinesa. 

Santa Catarina é o principal produtor brasileiro de maçã e esteve com a maior representação, entre os três estados produtores, na audiência pública em outubro, no Distrito Federal. Os pomicultores rejeitam a importação porque a fruta chinesa é altamente subsidiada e também porque aquele país não faz as mesmas exigências fitossanitárias que o Brasil. Com isso, os pomares daqui ficariam expostos a doenças como a Cydia pomonella, erradicada no ano passado. 

Os chineses negociam com lista de prioridades, e, agora, a pera passa para o topo da lista. Conforme o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), Moisés de Albuquerque, houve uma primeira vitória, de ordem econômica, mas se o Brasil importar a pera chinesa permanecerá suscetível às pragas nos pomares, tendo em vista que as doenças da maçã e da pera são as mesmas. 

Na avaliação de Gabriel Ribeiro, a mobilização precisa continuar, pois se o país importar a maçã chinesa as economias de São Joaquim e de Fraiburgo ficarão comprometidas. 

SAIBA MAIS 

- O Brasil produz 1,3 milhão de toneladas de maçã por ano, sendo 50% em Santa Catarina. 

- No Estado são 2,4 mil produtores da fruta, que cultivam principalmente os tipos gala e fuji. 

- SC e RS produzem 95% da maçã nacional, sendo apenas 10% exportados, especialmente a países europeus. 

EMPREGOS 

- Empregos diretos: 58,5 mil 

- Empregos indiretos: 136,5 mil 

Tarcísio Poglia
Assessor de imprensa do deputado Gabriel Ribeiro

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário, estamos aguardando a sua participação. Obrigada!