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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Governo não paga seguro da safra da maçã

Brasília/DF, 08/12/2015 - Uma reunião com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, no final da tarde desta terça-feira deixou claro, mais uma vez, o descaso do governo federal. Produtores de maçã de Santa Catarina e Rio Grande do Sul souberam que o ministério não vai pagar os R$ 55 milhões do seguro da safra 2015/2016 do produto.

Foto: Renan Arais/Divulgação
“Os produtores receberam um sonoro ‘não’. A ministra disse que a pasta não tem dinheiro para dar a contrapartida da União e que eles terão que arcar com o seguro integralmente. Só não tivemos a explicação de como fazer isso em um país onde quem produz é penalizado mensalmente com uma carga tributária elevadíssima”, afirmou Bauer.
Os produtores também estão preocupados com a possibilidade de maçãs importadas da Argentina e da China entrarem no país contaminadas com Cydia Pomonella, praga que está entre as mais danosas das plantações de maçãs e peras no mundo. Segundo a Embrapa, a Cydia – também conhecida como lagarta da maçã – pode dizimar pomares inteiros e, se chegar ao Brasil, pode gerar um prejuízo anual na casa dos US$ 40 milhões somente na produção de maçãs. Desde o ano passado o país é considerado área livre da Cydia Pomonella.
O certificado foi assinado pelo Ministério da Agricultura em maio de 2014 e, segundo dados da Embrapa, os produtores poderão economizar US$ 40 milhões de dólares por ano em agrotóxicos, produzindo frutas mais saudáveis. O investimento para a erradicação da praga, identificada pela primeira vez no Brasil em 1991 e pela última vez em 2011, foi de R$ 10 milhões. Uma área é considera livre quando não houver registros da lagarta por um período de pelo menos dois anos. E essa conquista que produtores e políticos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul não querem perder.
Na reunião com a ministra Kátia Abreu, que mobilizou associações de produtores, prefeituras, deputados e senadores, além dos governos dos dois estados, o senador Paulo Bauer (PSDB/SC) destacou que a solicitação é justificada porque além da preocupação com os próprios negócios e com a qualidade da produção no Brasil, há a preocupação com a sanidade dos pomares.
Bauer ressaltou que a importação da Argentina deve ser fiscalizada por causa da Cydia Pomonella. A reivindicação é que a vigilância sanitária nas fronteiras seja intensificada a qualquer custo.
“A ministra assegurou que está treinando funcionários e adestrando cães para auxiliarem nessa tarefa e que vai intensificar o trabalho de fiscalização”, afirmou o parlamentar catarinense.
Outra reivindicação levada à ministra Kátia Abreu no encontro foi no sentido de que o Brasil não faça acordo fitossanitário com a China envolvendo maçãs frescas. Em relação à importação de peras chinesas, os produtores pediram que haja a publicação das análises de risco, além de reuniões e debates coma comunidade científica, autoridades e produtores antes da admissão dos requisitos. O receio dos produtores é com a concorrência desleal com o produto chinês, fortemente subsidiado pelo governo daquele país, além das questões de controle de agrotóxicos e pragas na produção do país asiático.
(Jefferson Dalmoro, da Assessoria de Comunicação)

Fonte: http://paulobauer.com.br/senador/2015/12/governo-nao-paga-seguro-da-safra-da-maca/

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