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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

FPA garante apoio a produtores de maçã contra importação do produto da China

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Marcos Montes (PSD), garantiu apoio à diretoria da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM). Os produtores da fruta, concentrados nos três estados da Região Sul, estão preocupados com a possível entrada da maçã chinesa no mercado brasileiro.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), vice-presidente do Senado da FPA, denuncia a pressão que a China vem fazendo para que o Brasil importe maçãs daquele país. O produtor brasileiro não poderia competir com o preço do produto chinês. Além disso, Ana Amélia alerta para a falta de controle sanitário sobre a fruta cultivada pelos chineses.

Para enfrentar essa pressão, é necessário, segundo ela, que o governo mantenha o volume de recursos do Ministério da Agricultura empenhados em 2014 para subvenção do Seguro Agrícola, essencial à qualidade da fruticultura nacional.

Ana Amélia disse que a China oferece ao Brasil a caixa de maçã ao preço de R$ 34, o que equivale ao preço de custo da produção da maçã brasileira. Para praticar valores tão baixos, o governo chinês subsidia em US$ 292 bilhões os seus produtores, tornando desigual a competição com o país asiático. Na avaliação da senadora, esse preço pode comprometer o trabalho de mais de 200 mil famílias, somente no Rio Grande do Sul.

“O governo federal precisa dar a atenção devida a esse segmento da nossa agricultura, que tem, mesmo num período de crise, ampliado as exportações e alavancado o desenvolvimento de toda a economia. No ano passado, o Brasil exportou mais de US$ 32 milhões de maçãs frescas e US$ 22 milhões em suco de maçã”, afirmou a senadora.

Ana Amélia também pediu que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) fiscalize a qualidade sanitária dos produtos importados e comercializados no Brasil. De acordo com ela, no processo de produção de maçã na China, são usados produtos químicos proibidos no Brasil, o que pode comprometer a saúde dos consumidores brasileiros.

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