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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Expectativas do mercado para PIB e inflação de 2015 e 2016 têm piora

Estimativa para o IPCA deste ano sobe para 9,7% e de 2016, para 6,05%.
Para PIB, previsão de queda passa para 2,97% em 2015 e 1,20% em 2016.

As estimativas dos analistas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação deste ano e também de 2016 registraram piora na semana passada, segundo o relatório de mercado do Banco Central, também conhecido como Focus, divulgado nesta terça-feira (13). O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o PIB, o mercado prevê recuo de 2,97%. Foi a 13ª queda seguida nas previsões.

As estimativas dos analistas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação deste ano e também de 2016 registraram piora na semana passada, segundo o relatório de mercado do Banco Central, também conhecido como Focus, divulgado nesta terça-feira (13). O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o PIB, o mercado prevê recuo de 2,97%. Foi a 13ª queda seguida nas previsões.

Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

Produto Interno Bruto
Se confirmado o PIB de -2,97%, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

Para 2016, os economistas das instituições financeiras baixaram de 1% para 1,2% a expectativa de contração na economia do país. No início de 2015, a previsão dos economistas era de uma expansão de 1,8% para a economia brasileira no ano que vem.

Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

No fim de agosto, o IBGE informou que a economia brasileira registrou retração 1,9% no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).

Taxa de juros
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% ao ano no começo de setembro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015.

Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 12,50% para 12,63% ao ano – o que pressupõe reduções da taxa Selic ao longo do ano que vem.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 4 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio subiu de R$ 4 para R$ 4,15.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 12 bilhões para US$ 12,99 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit avançou de US$ 24 bilhões para US$ 25 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil recuou de US$ 64 bilhões para US$ 61,5 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte recuou de US$ 61 bilhões para US$ 60 bilhões.


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