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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Empresas garantem produção agrícola com sustentabilidade

Cases de empresas do agronegócio foram apresentados durante o Fórum de Sustentabilidade e Governança, em Curitiba.

Carlos Guimarães Filho

Seja por exigência dos clientes internacionais, por conta da legislação brasileira e/ou simplesmente porque os recursos naturais são fundamentais para o processo, a sustentabilidade está todos os segmentos da cadeia do agronegócio brasileiro. Nesta terça-feira (18), representantes de várias empresas do setor apresentaram cases, durante o Fórum de Sustentabilidade e Governança, em Curitiba, que é possível plantar grãos e criar gado, entre outras atividades, realizando ações de preservação do meio ambiente.

Para o diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Antonio Beltrati, a próxima “onda” no agronegócio é a sustentabilidade das lavouras. “Para isso, temos algumas iniciativas importantes e que trazem eficiência para a cadeia”, destaca.

O executivo menciona, entre outras medidas, a prática agropecuária de baixo carbono, viabilizar pastagens degradadas e adaptação as mudanças climáticas. “Precisamos aumentar a produção de alimentos em 80% até 2050 para alimentar 9,7 bilhões de pessoas. É um desafio monumental”, diz Beltrati.

Neste processo, existe um consenso de que as exigências dos clientes internacionais podem colaborar para tornar o agronegócio ainda mais sustentável. “Esse público [mercado estrangeiro] orienta a forma de atuação das empresas aqui no Brasil”, diz a diretora de sustentabilidade da Amaggi. “O setor financeiro é outro agente que ajuda a implantar os processos de sustentabilidade. Quando algo se torna regra, se faz”, complementa.

De acordo com Renata Nogueira de Athayde, consultora de sustentabilidade da unidade de Negócios de grãs e processamento de soja da Cargill, é, sim, possível buscar práticas para garantir a manutenção das florestas e o desenvolvimento agrícola. “Diferente do que muito pregavam, não é a soja o principal vetor de desmatamento no Brasil”, garante.

Renata ainda ressaltou o acordo existente entre as trades que operam no país para não se comprar grãos de áreas desmatadas até 2030.

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