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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

El Niño Bruce Lee se fortalece e vai durar até o verão

Aquecimento das águas do Pacífico e do Índico normalmente eleva volume de chuvas na América do Sul e favorece desenvolvimento da soja. 

José Rocher com agências

As informações vêm do outro lado do Atlântico, mas prometem chuva para o Brasil e, na América do Sul, devem influenciar principalmente a agricultura, do plantio à colheita de soja e milho de verão. O fenômeno climático El Niño — apelidado de Bruce Lee e descrito como o segundo mais intenso em 65 anos — se fortaleceu nas últimas duas semanas e deve durar pelo menos até o início de 2016, informa nesta terça-feira (18) o Escritório Australiano de Meteorologia. A instituição vê apenas uma “pequena chance” de que o evento terminar até o fim de 2015.

As temperaturas do Oceano Pacífico nos trópicos estão bem acima dos patamares que definem o El Niño e os ventos enfraqueceram consistentemente, disse o escritório. Essas condições caracterizam o fenômeno, que tradicionalmente eleva o volume de chuvas em países como Argentina, Paraguai, Uruguai e a metade sul do Brasil.

A entidade disse que três dos cinco modelos monitorados indicam também um aquecimento da superfície do oeste do Oceano Índico, na comparação com o leste. A condição, em associação com o El Niño, amplia as áreas de seca na Austrália, geralmente também com maior intensidade. Há risco de tempo mais seco também no Nordeste do Brasil.

O último El Niño associado com aquecimento irregular do Oceano Índico foi registrado em 2006. No ano passado, foi registrado El Niño Modoki, uma versão mais fraca do fenômeno, e a safra brasileira foi marcada por irregularidades, embora tenha rendido volume recorde.

A meteorologista Emily Becker, do Instituto Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, o NOA, propõe que o El Niño passe a receber um nome para cada edição, como ocorre com os furacões.

“Furacões e tempestades tropicais têm recebido nome desde a década de 1950, o que ajuda a clarear a comunicação. Recentemente, o Weather Channel [canal de TV a cabo com sede em Atlanta, nos EUA] começou a nomear também tempestades de inverno. Por que não nomear o El Niño?”, disse.

Sua proposta é que o fenômeno receba nome de estrelas de filmes de ação. “Então eu nomeio o El Nino 2015/16 de Bruce Lee”, afirmou, citando a lenda das artes marciais como o Kung Fu.

A partir daí, agências de notícias e automaticamente veículos de comunicação de todo o mundo começaram a dizer que o El Niño de 2015/16, já considerado o segundo mais intenso em 65 anos, havia sido apelidado com o nome do ator americano, que viveu entre 1940 e 1973.

Além de ator, diretor e roteirista de cinema, Bruce Lee foi instrutor de artes marciais e fundador de nova arte marcial batizada de Jeet Kune Do. Chega a ser considerado o melhor lutador de artes marciais do século 20, justamente a habilidade que o levou ao cinema. Será que seu nome não é mais apropriado para um furacão?

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