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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pouco frio e muita chuva exigem atenção dos produtores de maçã

Guilherme Zimermann

Reflexos do El Niño trazem o risco de doenças, como o Cancro Europeu, para os pomares palmenses.
O baixo índice de frio, o volume elevado de chuvas registrado no mês de junho e a mesma previsão para o restante do inverno, preocupam os produtores de maçã de Palmas, sul do Paraná. Segundo o produtor, presidente da Frutipar (Associação dos Fruticultores do Paraná) e diretor técnico de qualidade da ABPM (Associação Brasileira dos Produtores de Maçã), Ivanir Dalanhol, o alto índice de precipitação contribui para a incidência de pragas e dificulta o trabalho nos pomares.

De acordo com Dalanhol, o inverno deste ano promete não ser tão rigoroso, apenas com algumas ondas de frio adentrando no sul do país. “Nós estamos enfrentando os reflexos do El Niño, que no inverno traz calor e muita chuva para a nossa região”, explicou. Os efeitos do El Niño devem se prolongar até o inicio de 2016, trazendo também mais chuvas durante a primavera. Com essas condições climáticas, Dalanhol orientou aos produtores sobre o manejo dos pomares durante o período de floração das plantas e a atenção sobre a incidência de doenças, como o Cancro Europeu.

Conforme ele, quando se tem um alto volume de chuva no inverno, período em que as folhas já caíram, pode ocorrer a liberação de esporos do Cancro, que podem explodir e se espalhar pelo pomar. “A chuva faz com que haja essa esporolação e o esporo vai encontrar um ferimento na planta, trazendo problemas para os produtores.”, alertou.

Explicou que o Cancro Europeu entrou no Brasil por meio de material vegetativo, importado por uma empresa do Rio Grande do Sul. Enfantizou que é uma doença de difícil controle, exigindo muita atenção, investimento e mão de obra. “O produtor tem que fazer pincelamento, raspagem, poda dos galhos com Cancro, queimar esses galhos, então dá um trabalho enorme.”, salientou.

Em Palmas, a doença está controlada, segundo Dalanhol. Apenas uma área encontra-se com um alto índice de infestação, enquanto que há áreas com índices muito baixos e outras totalmente livres do Cancro. “Estamos tomando medidas para conviver com essa doença, porque não temos como erradica-la.”, reconheceu.

Diante desse cenário, a perspectiva para o mercado da maçã em 2015 é positiva, destaca Dalanhol. O ano iniciou com preços em alta, mas enfrentou uma forte queda, com preços chegando à R$ 10,00 por caixa. “Inexplicavelmente, o mercado se tornou comprador e aumentou o preço. Hoje, nós estamos nos mesmo patamares do ano passado, o que consegue remunerar o produtor de forma justa.”, comemorou, reconhecendo, no entanto, que 2014 foi melhor para os produtores.

Salientou que, se o mercado manter-se estável até o final do ano, com a comercialização de toda a safra, os produtores terão lucro menor do que o do ano passado, porém, não ficarão no prejuízo.

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