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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Brasileiros são os mais predispostos a melhorar os hábitos alimentares nas Américas



O sobrepeso é um grande problema que não para de crescer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 1980 a obesidade mais do que dobrou no mundo todo, sendo que 65% da população mundial vive em países onde o sobrepeso e a obesidade causam mais vítimas do que a desnutrição.

Diante desse problema, a WIN Américas organizou a pesquisa Percepção e Realidade – Um estudo sobre a obesidade nas Américas, realizada em nove países do continente americano (Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Estados Unidos, México, Panamá e Peru), que representam 90% da população da região. No Brasil, a pesquisa foi conduzida pelo CONECTA, plataforma web do IBOPE Inteligência.

Segundo o estudo, apesar de 75% dos cidadãos das Américas desejarem realizar mudanças na sua alimentação, apenas 19% conseguem fazer essas alterações com sucesso. Os brasileiros são os mais dispostos: 89% mudariam seus hábitos alimentares. Os norte-americanos e canadenses aparecem na sequência, com 77% e 76%, respectivamente. Por outro lado, os mexicanos se mostram muito resistentes: 50% não querem mudar sua maneira de se alimentar.


De acordo com o estudo, as mulheres têm uma percepção mais crítica de sua saúde do que os homens: 67% delas se declaram saudáveis, percentual que sobe para 72% entre os homens. Eles, entretanto, têm mais dificuldades para enfrentar os problemas relacionados ao sobrepeso do que elas: 40% dos homens declaram estar acima do peso, porém, de acordo com seu IMC, (Índice de Massa Corporal) 52% têm sobrepeso de fato. Entre as mulheres as percepções se invertem: 46% dizem estar com sobrepeso, mas o cálculo do IMC mostra que, na realidade, 43% delas estão acima do peso.

Outro aprendizado retratado pela pesquisa é que a atividade física não tem forte presença na América Latina. Enquanto na América do Norte, onde estão os dois países com maior índice de declarações afirmativas de exercícios regulares (Canadá e Estados Unidos), 68% da população pratica exercícios regularmente (duas vezes por semana ou mais), nos países latino-americanos o índice cai para 41%, sendo que 31% não fazem nenhuma atividade (14% na América do Norte). Peruanos e panamenhos são os que menos se exercitam.

Na média do continente, 52% afirmam realizar exercícios físicos regularmente, 24% praticam atividades com uma frequência menor e outros 24% não se exercitam.

“Os resultados refletem uma situação preocupante: a população das Américas está com excesso de peso, mas não reconhece claramente que isso pode ser um problema. Alguns até entendem que precisam mudar seus hábitos alimentares e praticar exercícios, mas poucos realmente tomam uma atitude e acabam colocando sua saúde e bem-estar em risco”, diz a diretora executiva do CONECTA, Laure Castelnau.

A pesquisa foi realizada entre agosto e setembro de 2014, com 10.786 entrevistados de nove países do continente.

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