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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Agricultores buscam ajuda para preencher Cadastro Ambiental Rural

O CAR é uma das exigências do novo Código Florestal. 

(Click para assistir o vídeo) 

É preciso baixar o programa pela internet para fazer o preenchimento
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Cerca de 500 mil agricultores se inscreveram, até agora, no CAR, o Cadastro Ambiental Rural, que está em vigor desde maio. É uma das exigências do novo Código Florestal. O Globo Rural esteve no Paraná para ver como está o contato dos agricultores com o sistema.
O agricultor Mariano de Almeida é dono de um sítio de 60 hectares no município de Ouro Verde do Oeste. Para ele, preservar a natureza é uma tarefa diária, assim como cuidar da lavoura de trigo e do gado.
Três hectares estão ocupados pela vegetação natural, a chamada Reserva Legal. A mata ciliar está intacta na margem do rio que passa pelo terreno. Seguro de que tudo no sítio está dentro da nova lei ambiental, ele só ficou preocupado com o preenchimento do CAR, o Cadastro Ambiental Rural, um sistema nacional pra controle e combate ao desmatamento.
É possível fazer uma comparação da inscrição do Cadastro Ambiental Rural com a declaração do imposto de renda. Só que nesse caso não existe isenção. Todo proprietário rural é obrigado a fazer sua inscrição no CAR.
As regras podem variar de acordo com o tamanho da propriedade e com a região em que ela se encontra. Assim como na declaração do IR, é possível fazer a declaração por conta própria ou com a ajuda de um contador. Muitos agricultores pretendem fazer a inscrição pedindo ajuda.
Foi o que fez Mariano de Almeida. Ele pagou cerca de R$ 500 reais pelo serviço do engenheiro Wellington Trajano, e não foi o único a ter essa ideia."Eu participei de uma palestra do órgão ambiental, que consultou os produtores se iriam fazer o preenchimento por conta própria ou contratariam um profissional. Foi praticamente unânime a contratação do profissional para ajudar", diz o engenheiro.
O cadastro é feito através de um programa baixado pela internet. Para os agricultores a dificuldade aparece na hora de desenhar os limites da propriedade em mapa de satélite que faz parte do programa.
"A imagem é de baixa resolução, então ao dar zoom no computador é difícil definir. Pequenas propriedades, que aqui na região são comuns, com 200 metros de largura, a chance é grande de errar o dimensionamento.", comenta Wellington.
Ismael Nettson, um pequeno agricultor de Toledo, fazendo o desenho no mapa. Ele recebe orientação gratuita do Adalberto Barbosa, agrônomo da Emater. "Sem assistência eu não conseguiria fazer”, afirma o agricultor. Ismael até convocou a filha Andressa, que tem mais intimidade com o computador, para não perder nenhum detalhe. "A única dificuldade é a questão do mapa disponibilizado, que não é muito nítido", reforça Andressa Nettson, filha do agricultor.
Além da Emater, o Instituto Ambiental do Paraná treinou mais de 500 pessoas para orientar gratuitamente os agricultores. Eles também promovem palestras em vários municípios. No telão, um passo a passo orienta como fazer o cadastro. Depois uma rodada para esclarecer dúvidas, especialmente daqueles que estão irregulares e precisam preservar mais áreas verdes.
"Essa lei nova estabeleceu esse programa de regularização ambiental justamente para dar uma chance ao produtor rural vir até o governo e dizer a situação da sua propriedade e dar prazo de 20 anos pra fazer a restauração”, explica Mariese Muchalin, diretora do Instituto Ambiental do Paraná
No Paraná, o governo está distribuindo as mudas nativas que serão usadas na recomposição. Elas saem de vinte viveiros. Com orientação e material gratuitos, não dá pra reclamar de falta de informação no estado.
O prazo final pra entrega do cadastro é maio do ano que vem, podendo ser prorrogado por mais um ano.
O Ministério do Meio Ambiente informou que vai promover dois cursos, ainda este ano, pra assegurar que ninguém seja prejudicado por causa da dificuldade do mapa. Além disso, pensa em obter imagens, com resolução mais alta, pra algumas áreas do país.
Data Publicação: 03/08/2014

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