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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Santa Catarina lidera geração de empregos em janeiro no país


Após um bom 2013 na geração de empregos, a economia catarinense voltou a repetir bons números em relação aos outros estados brasileiros, no início deste ano. Com 18.317 novas vagas, Santa Catarina ficou em primeiro lugar na criação de novos postos de trabalho formais no mês de janeiro. De acordo com a avaliação do Sine/SC (Sistema Nacional de Emprego em Santa Catarina), a colheita da maçã foi o principal criador de vagas. O município de Fraiburgo, a 380 quilômetros de Florianópolis, ficou em primeiro lugar no Estado.     

Nos primeiros 31 dias do anos, Santa Catarina gerou 117.980 vagas, mas teve 99.663 demissões, resultando em um saldo positivo de 18.317 postos. Esses foram os números apresentados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão ligado ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), na quinta-feira. O Brasil obteve um resultado não muito superior, com 29.595 novos empregos formais.
Apesar da colocação privilegiada em relação aos outros estados, Santa Catarina teve uma queda de 3,2% em relação a janeiro de 2013. O analista do Sine/SC, Leandro dos Santos, o resultado já era esperado. “Nos últimos três anos, o Estado foi o que mais cresceu no país em janeiro. Essa característica de grande geração de emprego logo no início do ano é reflexo principalmente do setor de agricultura, com a colheita da maçã, e também têxtil. Ambos oferecem muitas vagas nesse período”, disse.
O analista ainda revela que muitas empresas abrem as portas no início do ano. “Como dezembro é um período de festas e pouca produtividade, há uma queda no número de registro de início de funcionamento de empresas. Os proprietários preferem esperar o início do ano”, contou Leandro.
No estudo divulgado pelo Sine/SC, com exceção do Comércio, que registrou uma retração de -0,5% no número de trabalhadores assalariados, todos os demais setores de atividade econômica apresentaram crescimento no número de vínculos de emprego no mês de janeiro. A agropecuária foi o destaque, com aumento de 10,41% em relação ao mês anterior.
Maçã na frente
Com saldo de 4.742 admissões em empregos formais, a agropecuária só ficou atrás da indústria de transformação em números absolutos em janeiro. O secretário adjunto de Agricultura Airton Spies, explica que a maçã foi a responsável por esse crescimento. “A maçã tem quatro momentos de grande necessidade de trabalhadores: poda, em julho e agosto; raleio (descarte de frutos ruins), em outubro e novembro; colheita da maçã gala, fevereiro e março; e colheita da maçã Fuji, que começa em março e vai até abril”, informou.
No entanto, o secretário, que também é engenheiro agrônomo, garante que os períodos de colheita são os que atraem mais empregos formais. “A colheita é a época de maior necessidade de mão-de-obra, principalmente em Fraiburgo, pólo produtor de maçã do Estado. Esse trabalho manual representa 60% dos custos da produção de maçã”, disse.
O calor intenso e a falta de chuvas que castigaram o país no início deste ano também fizeram vítimas na agricultura. Só no ramo de produção de maçã em Santa Catarina, a estimativa é de que o prejuízo será de R$ 100 milhões. “O clima desfavorável prejudicou a coloração e a qualidade dos frutos. O nosso Estado produz cerca de 700.000 toneladas de maçã, e isso afetou pelo menos 12% da safra”, calculou Airton.

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