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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Mantega diz que Brasil está em uma 'cruzada' para reduzir custos


Inflação será 0,5% a 1% menor em 2013 com desoneração da energia, diz.

Segundo ele, Brasil será um dos poucos a crescer mais de 4% em 2013.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (11), após cerimônia no Palácio do Planalto que detalhou o plano do governo para desonerar a energia elétrica a partir de 2013, que o Brasil está em uma "cruzada" para reduzir o custo das empresas e torná-las mais competitivas em meio à crise financeira internacional. 

"A desoneração que vem sendo feita, que também vai reduzir preço e combater a inflação, e reduzir custo. Estamos em uma cruzada para reduzir custo no Brasil e tornar o país tão competitivo quanto qualquer outro país. Com essa redução de custo, podemos elevar os investimentos no ano que vem", declarou Mantega a jornalistas.

O ministro da Fazenda também confirmou que a equipe econômica estuda novas medidas para aumentar a competitividade dos produtos nacionais. Entretanto, não quis dar mais detalhes sobre o assunto. Informações dão conta de que o governo pode ampliar ainda mais o processo de desoneração da folha de pagamentos – que já conta com 15 setores beneficiados.

Sobre o impacto na inflação da desoneração da energia elétrica, o ministro afirmou que ele deverá ser de 0,5% a 1% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013. "Calculando também os impactos indiretos. Isso é muito importante para 2013. As medidas que estão sendo tomadas, todas elas vão estimular investimentos, vão estimular o consumo, e, com isso, o Brasil vai ser um dos poucos países no mundo, no ano que vem, que vai crescer mais do que 4%", acrescentou ele.

Questionado se a desoneração da energia elétrica a partir de 2013 abriria espaço para um novo reajuste do preço da gasolina no mercado doméstico, Mantega disse que os temas não estão relacionados. "Não tem nada a ver uma coisa com outra. Não está no horizonte", declarou o ministro, que também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

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