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terça-feira, 29 de maio de 2012

BRASIL COMEÇA A DIFICULTAR IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS ARGENTINOS

Ação como resposta às medidas que a Argentina adotou contra as nossas exportações. E os prejuízos atingem os dois lados da fronteira.


Destaque Jornal Nacional 28/05/2012
Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/05/brasil-comeca-dificultar-importacao-de-produtos-argentinos.html


Délis Ortis
Buenos Aires

Brasil começou a dificultar importação de produtos argentinos - como resposta às medidas que a Argentina adotou contra as nossas exportações. E os prejuízos atingem os dois lados da fronteira.
Não é de hoje que a Argentina se fecha contra produtos estrangeiros, quando bem entende. No começo de 2011, impôs limites às licenças automáticas de importação de produtos. A partir de fevereiro, passou a exigir dos importadores uma lista detalhada do que ele pretendem comprar de outros países.
É assim que tenta impedir a saída de dólares, o país precisa de US$ 11 bilhões de excedente comercial por ano para fechar as contas. Mas parece estar dando um tiro no pé. Aqueceu o mercado paralelo do dólar, hoje, 30% acima do câmbio oficial. Ficou mais caro produzir e exportar.
“Quem perde é a Argentina. Ela precisa vender para o resto do mundo e o Brasil é o principal sócio”, diz o ex-presidente do Banco Central.
É, mas o Brasil está dando o troco. Agora existem barreiras para produtos argentinos: batatas pré-cozidas, azeitonas, azeite, vinho, frutas, não têm mais autorização automática para entrar no Brasil.
Há duas mil toneladas de maçã argentina barradas na fronteira desde 8 de maio. Vão apodrecer. Prejuízo de US$ 2 milhões.

O governo diz que vai seguir com essa política de barreiras. Indiferente aos efeitos para além do Brasil, Mercosul. A União Européia, que compra 17% das exportações argentinas, reclamou na organização mundial do comércio.

E, agora, quem reclama do governo são os próprios argentinos. A partir de terça, quem quiser viajar para o exterior, terá que dizer como, porque e quanto custou o pacote de viagem. É mais um controle para segurar o dólar no país.

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